Doom [2016]

Há umas semanas escrevi sobre o reboot da série Wolfenstein de que gostei bastante e mencionei que estava também a jogar o reboot de outro dos pesos pesados da id Software, Doom. Pois bem, terminei-o e aqui estão os meus 5 cents.

Muito honestamente, e acho que não estou sozinho no que vou dizer, quando este remake/reboot/whatever foi anunciado as minhas expectativas eram quase zero. Quando o jogo foi lançado e começou aquele burburinho do pessoal a dizer que afinal era bom ainda torci o nariz. Mas lá o comprei e… dou a mão à palmatória, Doom é de facto fantástico.

Eu sou um gajo que prefere quase sempre uma boa história a bom gameplay caso não dê para aliar as duas facetas, mas há certos jogos que são alicerçados por uma jogabilidade tão boa e tão bem desenhada que por si só é suficiente para me conquistar. Doom é um desses casos. Se Wolfenstein conseguiu ser refrescante em termos narrativos, o que Doom faz com as suas mecânicas básicas, mas especialmente com o incrível level design não deve ser menosprezado, bem pelo contrário. Acho que a forma como traduziram as bases do clássico original, com todos os segredos, combate frenético, exploração e velocidade para um produto que se rege por “regras” modernas é um dos maiores exemplos de sucesso dum remake, que, normalmente, tem muitas dificuldades em aliar o moderno e antigo.

Até os pequenos mini-jogos, desafios e coleccionáveis que normalmente são uma tremenda perda de tempo, aqui são uma lufada de ar fresco que incentivam, pelo menos a mim que sou céptico nessas coisas, a explorar e a repetir níveis. A história é a patetice que se espera dum Doom com portais para o inferno e tudo mais, mas é competente no que quer mostrar. Claro que nunca atinge o brilhantismo narrativo do Wolfenstein: The New Order que consegue elevar a patetice inerente da sua narrativa.

Não posso, no entanto, negar que o ultimo terça já se estava a tornar um pouco repetitivo e o jogo tem algumas dificuldades em sair das tradicionais arenas com as suas vagas de inimigos. Mais umas horas e a coisa se calhar começar a azedar um pouco.

De qualquer das formas, e para terminar, Doom foi uma enorme surpresa pessoal, quase ao nível dum Batman: Arkham Asylum que na altura também foi uma esmagadora surpresa. Fico a aguardar a recém anunciada sequela.

Positivo:
+ Gameplay.
+ Level Design.

Negativo:
– Um pouco repetitivo para o final.

Tempo de Jogo: 17 horas.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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