The Last Man on Earth – O Último Homem na Terra [1964]

Segunda entrada da Maratona Sci-fi e o logo com um um filme bem interessante que, embora não entre por caminhos tortuosos como as viagens no tempo de La Jetée, apresenta dois outros dos sub-géneros favoritos da ficção cientifica, os pós-apocalipses zombies (mais ou menos) e os de epidemias.

A fama de The Last Man of Earth provém mais do seu material de origem, o livro que partilha o nome com a adaptação mais moderna e famosa, I am Legend (importante referir que existe outra versão para cinema, dos anos 70, com Charlton Heston, intitulada de The Omega Man). O livro foi uma das primeiras, e a mais famosa, representações de um mundo pós-apocaliptico causado por uma doença.

The Last Man of Earth pode não ter Will Smith ou Charlton Heston, mas não se fica atrás, porque o meu muito admirado Vincent Price protagoniza e segura todo o filme com a sua tremenda presença e carisma, ele é uma das figuras máximas do cinema de género e aqui também não desilude. E ainda bem, porque ele é praticamente o único actor do filme, e com um actor menor penso que as facetas menos positivas do filme acabariam por o arrastar, isto porque The Last Man of Earth tem problemas. Bom, mas já lá vamos.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a localização, honestamente passaria por Portugal, com aquela arquitectura bem anos 60/70 dos subúrbios, aqueles prédio não eram certamente americanos e vendo os créditos veio a explicação, The Last Man of Earth é uma co-produção Italiana o que explica o look, mas o mais giro era quando tentavam fazer passar pelos EUA, ruas cheias de Fiat 500’s! LOL

Mas é apenas uma curiosidade, o que mais me surpreendeu ao longo do filme foram as semelhanças com um dos maiores clássicos intemporais, The Night of the Living Dead, tipo parte da premissa, a ideia do protagonista barricado com uma horda de mortos-vivos do lado de fora a tentar entrar, até algumas cenas e planos! “Espera aí…” questionei-me “O Night não é mais recente? De 68?”. E é mesmo! Parece-me mais que óbvio que o Romero veio buscar aqui muita inspiração, mas verdade seja dita as comparações ficam-se por aí, The Night of the Living Dead é muito mais arrojado, moderno e fresco que The Last Man of Earth que ainda está muito preso aos cânones do típico cinema dos anos 50, muito tradicional na sua estética e técnica.

E é mesmo isso que acaba por cortar as asas ao filme porque é um exemplo dum filme ultrapassado, já na sua época se compararmos com a direcção que o cinema de género já estava a levar e isso resulta num filme com problemas de ritmo, demasiado estático e “preso de rins”, no entanto o final acaba por o redimir, e na minha opinião encerra muito melhor que a versão do Will Smith.

Podem ver The Last Man of Earth de borla onde quiserem, o filme está em domínio publico portanto é só clicar aqui em baixo!

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