Assassin’s Creed Rogue [2014]

A minha inglória caminhada pela série Assassin’s Creed (que lança mais jogos do que o meu tempo livre permite jogar) levou-me ao 6º capitulo da extensa série. Assassin’s Creed Rogue foi das entradas que passaram mais despercebidas por ter sido lançada nas consolas da anterior geração quando as novas já por cá andavam, e no mesmo ano do peso pesado da altura, o Assassin’s Creed Unity.

A minha relação com a série é estranha porque são jogos que não gosto de jogar e que apresentam inúmeros problemas na sua base, mas que gosto de descobrir como um mero turista histórico. Assassin’s Creed Rogue não foi excepção e quase tudo o que disse sobre o seu predecessor, Black Flag, pode ser transcrito para aqui, porque é na sua essência, o mesmo jogo.

A história desinteressante, os protagonistas com pouca chama, o mesmíssimo combate, a jogabilidade deficiente que a série nos vinha habituando e uma progressão demasiado repetitiva e centrada nas habituais missões secundárias à lá Ubisoft acabaram por estragar um pouco o que poderia ter sido uma experiência bem mais agradável.

É, no entanto, um jogo muito menos inchado, mais conciso e coeso, o que por si só é uma vantagem, mas os problemas em si mantêm-se o que, aliado à minha saturação com Assassin’s Creed levou a que passasse pelo jogo a velocidade de cruzeiro, sem perder qualquer tempo com coisas secundárias e focando-me 100% na história.

É uma boa história? Nem por isso, quer dizer, desta vez as coisas são-nos apresentadas através da perspectiva dos templários, o que é muito refrescante e mostra que ambas as facções, Templários e Assassinos, são na sua essência organizações falíveis, hipócritas e com objectivos semelhantes, mas a narrativa em si é mais uma aborrecida história de vingança. Aqui a acção passa-se durante a guerra dos 7 anos entre a França e Inglaterra nas colónia norte-americanas que, para mim, despertam muito pouco interesse. Não é coincidência que os Assassin’s Creed que menos gostei foram os focados no continente norte americano. O período histórico e o local é simplesmente pouco interessante.

E por isso também não tive qualquer vontade em explorar a sério as cidades do jogo, onde Nova Iorque é a cabeça de cartaz. São cidades com pouca personalidade, sendo difícil de as distinguir entre as mesmíssimas povoações coloniais da época. Curiosamente, o ponto mais alto do jogo (e talvez da série até agora) é uma cidade a sério, a minha Lisboa que surge aqui numa espetacular sequência durante o terrível terramoto de 1755.

Mas no final das contas, acho que posso dizer que gostei mais de Rogue do que de Black Flag. É mais curto, sucinto e objectivo. Também as missões tentam ser um pouco mais variadas do que o exercício de repetição que eram as perseguições de Black Flag. Claro que Black Flag teve a audácia de introduzir os novos elementos reciclados por Rogue e isso torna-o mais importante, vendo as coisas por fora, mas Rogue utiliza essas ferramentas in a better way. Mas estão ao mesmo nível, portanto sairão ambos com a mesma nota.

Positivo:
+ A (curta) sequência em Lisboa.
+ Turismo histórico. ❤

Negativo:
– Mesmos problemas de jogabilidade típica da série.
– Progressão extremamente repetitiva..
– História desinteressante.

Tempo de Jogo: 10 horas.

Sai do templ… do PixelHunt com:

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