The Mummy’s Hand – A Mão da Múmia [1940]

 

Saltamos para a década de 40 para o segundo filme da maratona, com este The Mummy’s Hand que, não deve ser confundido com o clássico The Mummy, também da Universal, é um filme à parte.

The Mummy’s Hand é o primeiro duma série de filmes centrados na múmia Kharis que, como disse nada tem haver com a múmia de Boris Karloff do The Mummy que se bem se lembram chamava-se Imhotep. E de facto este filme é bastante diferente do clássico, as únicas semelhanças são mesmo algumas das cenas reutilizadas (os flashbacks) porque de resto The Mummy’s Hand nunca consegue atingir os altos valores de produção e qualidade do filme de 1932. Mesmo sendo oito anos mais recente nota-se que foi feito numa época em que o terror clássico começava a perder importância e a Universal já não despendia tanto dinheiro nas produções e tentava misturar a formula com outros géneros para atrair novo publico. E é por isso que encontramos aqui muita comédia (sem piada) e uma forte vertente de aventura muito típica dos serials da altura que, curiosamente, acabou por influenciar a versão do The Mummy de 1999 (um filme que gosto bastante).

Com apenas 1 hora de duração esperaria-se um ritmo frenético, mas The Mummy’s Hand demora demasiado a arrancar, Kharis só aparece a meio, mas a partir daí as coisas entram num bom ritmo e a meia hora final acaba por ser bastante divertida. E isso acaba por resumir bem o filme, é divertido e até gostei de o ver, mas é pouco ambicioso para tentar ser algo mais que isso. Falta-lhe a atmosfera e a presença de Boris Karloff do The Mummy, os valores de produção e o ritmo moderno do Bride of Frankenstein ou o vanguardismo de Dr. Jekyll and Mr. Hyde. Está ali no meio e nada acrescenta ao que já havia sido feito,e  é por isso que está meio esquecido pelo tempo.

O que não está esquecido pelo tempo é o seu fantástico vilão, o ponto alto do filme. Kharas, a múmia que se balanceia pelos corredores com as ligaduras a rastejar pelo chão é a múmia que está gravada no subconsciente popular e que todos associam ao monstro milenar. E que fantástica presença! O visual, postura e comportamento são impecáveis e a meu ver merece figurar no panteão dos monstros clássicos.

O Melhor: A múmia Kharas. Excelente design, merecia um filme melhor.

O Pior: Má primeira parte, sem ideias, cheio de clichés e antiquado para 1940.

A melhor cena: Quando a sombra de Kharas paira sobre a tenda dos protagonistas é razoável, mas a melhor é mesmo o money shot da revelação!

Veredicto: Um filme com pouca chama mas boas intenções. Acho que muitos dos problemas devem-se mesmo aos baixos valores de produção, sente-se que é um filme barato, feito sem grande talento e tudo isso reflecte-se no resultado final. Tem no entanto um fantástico monstro.

Podem-no ver, numa qualidade meio ranhosa, aqui em baixo:

 

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