The Return of the Vampire – O Regresso do Vampiro [1943]

Bela Lugosi regressa à maratona com The Return of the Vampire um regresso também de… Dracula? Mais ou menos.

A historia deste filme é bastante curiosa e enquadra-se bem na época em que foi feito. The Wolf Man tinha estreado dois anos antes e as reposições de Dracula e Frankenstein tinham trazido o terror de novo às luzes da ribalta depois dum relativo desinteresse do publico na segunda metade da década de 30. A Universal preparava-se para Frankenstein meets the Wolf Man e de repente todos queriam rever os monstros clássicos de volta.

A Columbia Pictures não queria perder o comboio del money e decidiram fazer o seu próprio filme de terror com duelos entre monstros, portanto contrataram Bela Lugosi para fazer de vampiro (que não é o Dracula, provavelmente por causa de direitos de autor) e meteu lá na história um lobisomem que não é o Wolf Man. Como podem imaginar o resultado final é uma verdadeira salgalhada que mais parece uma versão da feira do que o que todos queriam realmente ver.

Não há muito de positivo a pegar aqui para ser honesto, Bela Lugosi tem presença mas está claramente a fazer isto pelo cheque, o lobisomem é uma anedota e a história em si é desinspirada e cliché. Possivelmente o que mais despertou o interesse foi o facto de se passar no presente, ou seja durante a 2ª Guerra Mundial na Londres durante o blitz. De qualquer das formas podem esperar um ambiente gótico muito bem conseguido cheio de atmosfera e fumo, muito fumo. 😀

O Melhor: A atmosfera gótica cheia de nevoeiro e sombras do luar. A presença visual do Lugosi. Já falei no nevoeiro?

O Pior: História mais que batida, ar de cópia barata sem ideias e Bela Lugosi já assim para o velhote a arrastar-se para receber o seu cheque (possivelmente) chorudo. Quando nos apercebemos que por exemplo o vanguardista Cat People saiu um ano antes… isto parece da década passada.

A melhor cena: Qualquer uma no cemitério cheio de nevoeiro e luar, mas a que mais me impressionou e me fez levantar o sobreolho é quando a Nicki morde o seu noivo sobre o olhar atento, hipnotizador e cativante do Dracul… desculpem, Armand Tesla.

Veredicto: De forma geral nota-se que é um filme feito apenas para captar a popularidade dos filmes da Universal e quase tudo tem aquele aspecto de cópia barata de segunda categoria. E não ajuda ver um Bela Lugosi já longe do seu melhor e arrastar-se pelo cenário. Podem passar.

Podem-no ver, numa qualidade decente, aqui em baixo:

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