The Beast with Five Fingers – Os dedos da morte [1946]

Uma mão assassina anda à solta pela casa a matar pessoas! Possivelmente a premissa mais ridícula de toda a maratona, mas… será mesmo?

The Beast with Five Fingers mascara-se de filme policial à boa maneira de Agatha Christie ou Cluedo, na medida em que quase todo o filme é uma investigação dum crime onde todos podem ser o culpado, mas aparentemente ninguém é, porque o assassino pode muito bem ser a mão do falecido, que ganhou vida e anda a perseguir todos os suspeitos como forma de vingança.

Eu até gosto bastante, de histórias policiais clássicas, mas para ser muito honesto a premissa afastou-me um pouco durante a primeira parte e desdenhei-o, incorrectamente devo dizer. O ultimo acto surpreendeu-me muito pela positiva quando o simples série b se transformou numa interessantíssima visão de terror e doença psicológica que honestamente não estava à espera de encontrar. E o que salva o filme e ajuda a trazer este prisma psicológico a bom porto é a magnifica interpretação de Peter Lorre que leva todo o filme às costas. Os protagonistas são tão vanilla que a expressividade de Lorre parece fora do seu tempo.

O Melhor: Tem um bom twist, mas o melhor é mesmo Peter Lorre! Só por si abrilhantaria qualquer filme, mas quando colocam um actor do caraças no meio de pessoal banal, ele sobressai ainda mais. Fantástico papel que eleva todo o filme de um conceito interessante para algo genuinamente empolgante e até tocante.

O Pior: O momento final com aqueles momentos cómicos completamente fora de tom e a quebra da quarta parede à lá William Castle quase que destroem o excelente ultimo acto.

A melhor cena: Qualquer cena com os conflitos internos da personagem do Peter Lorre, a fazer lembrar a sua magnifica prestação em M, mas gostei muito da primeira revelação da mão ou quando ele a vê a tocar piano.

Veredicto: A premissa ridícula é apenas uma capa para filtrar o pessoal menos atento. The Beast with Five Fingers é um bom série b, mas com toda uma vertente psicológica pouco habitual no cinema da época e que de certa forma precede o que Psycho viria a fazer 14 anos mais tarde. Recomendado!

Podem-no ver, numa horrível, horrível qualidade, aqui em baixo. Aconselho-vos a sacar dum qualquer torrent que o filme merece.

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