House of Usher – A Queda da Casa de Usher [1960]

Saltamos a década de 50 por completo, e aterramos directamente na de 60 com a primeira de uma série de adaptações de contos do Edgar Allan Poe que Roger Corman fez com sucesso variado e do qual já vos falei sobre The Masque of the Red Death no ano passado.

Com esse filme, House of Usher partilha o protagonista, Vincent Price, e os visuais coloridos do seu ambiente neo-gótico, mas no resto é bem mais conservador e tradicional, o que até nem é mau porque a história, centrada numa maldição familiar que leva os seus membros invariavelmente à loucura, assim o pede. Como já disse por várias vezes, nunca li nada do Poe (algo a rectificar, urgentemente) portanto nada posso dizer em relação ao quão fiel o filme é ao conto, mas fiquei bastante agradado a história dos Usher e como o destino trágico, aparentemente sobrenatural, é explicado (ou pode ser explicado) de forma cientifica e clínica.

Onde House of Usher realmente brilha é nos seus espectaculares visuais e atmosfera. Estas adaptações do Corman eram como que uma resposta americana aos sucessos iniciais dos estúdios da Hammer do lado de cá do atlântico, com The Curse of Frankenstein e Dracula. Como primeiro filme desta série de adaptações, o resultado foi bastante bom.

O Melhor: A classe de Vincent Price, e a história clássica da maldição familiar. Mas a estrela do filme são mesmo os visuais cheios de cores vivas e berrantes que complementam toda a atmosfera gótica.

O Pior: Podia referir a actriz principal que é assim meio fraquinha, mas não há nada que se destaque negativamente e que estrague a experiência, o que é bom e mostra a solidez do filme, mas falta-lhe alguma chama para que, cheira-me, venha a ficar marcado na minha memória futuramente.

A melhor cena: Curiosamente as duas opostas, a inicial que encapsula todo o look e ambiente do filme com a espectacular miniatura da mansão envolta em nevoeiro e a cena final com a revelação da Madeline caída em loucura.

 

Veredicto: Um dos filmes mais sólidos e visualmente apelativos do terror gótico revivalista dos anos 60 com uma boa história que, sabe esperar o tempo necessário para se revelar, e dar espaço para o ambiente e a atmosfera contarem a sua própria história. Pode não ter o choque e o ritmo dos seus primos da Hammer, mas compensa com atmosfera e alguma subtileza.

Não encontrei nenhuma versão assim decente do filme online, mas façam como eu e arranjem a versão bluray que os visuais merecem. Anyway, vejam o trailer aqui em baixo:

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