Dracula: Prince of Darkness – Príncipe das Trevas [1966]

Depois dos filmes neo-góticos do Roger Corman, nada melhor que descobrir os filmes que deram origem, ou pelo menos que popularizaram o movimento, sim, os filmes de terror da Hammer. Já aqui falei do The Curse of Frankenstein, do The Mummy e do Dracula, os três pilares do estúdio. E é precisamente no Dracula que peguei para a maratona, não o original, que já por cá passou, não na primeira sequela, que não foi bem sequela, Brides of  Dracula, mas na verdadeira sequela, Dracula: Prince of Darkness.

Se gostam do Christopher Lee e do seu Dracula e se estão aqui para o ver, podem arranjar um banquinho porque ele leva o seu tempo a aparecer, e mesmo quando aparece ele tem uma presença mínima, de tal forma que nem sequer tem diálogos, sim ele não fala. Mas esses 50 minutos de espera são tão tensos que a coisa funciona brilhantemente, o build up até à sua primeira aparição é um exercício de tensão extremamente bem montado.

A fase final, infelizmente, não está ao mesmo nível e perde muito do ambiente que vinha a construir, terminando mesmo numa cena final bem pateta com o Dracula, que honestamente nunca foi muito ameaçador, a morrer na água porque o filme decidiu inventar que os vampiros morrem na água… o quê?

Por falar no Dracula, Christopher Lee volta a dar aquele ar violento, sangrento e primitivo do filme anterior, ele parece um cão raivoso e gosto desta diferente perspectiva, bem distinta do Dracula de Lugosi. Este Dracula é um autêntico predador sexual pervertido que persegue mulheres, numa clara alusão à violência sexual presente no romance original e que os filmes da Hammer já tinham alguma liberdade para mostrar, ao contrário da Universal três décadas antes.

O Melhor: Os 40 minutos de build up até à ressurreição do Dracula, good stuff. Os visuais coloridos típicos da Hammer e a actuação selvagem do Christopher Lee.

O Pior: A parte final, definitivamente. Depois dum build up tão bom, o que Dracula faz não particularmente interessante ou assustador, o final com a sua morte na água foi uma desilusão, especialmente em comparação com o final do filme anterior.

A melhor cena: Definitivamente a espectacular cena da ressurreição do Dracula e mais tarde a sua primeira aparição, espectacular!

Veredicto: Em muitos aspectos é superior ao seu antecessor, especialmente na primeira parte, mas termina em baixa, ao contrário do primeiro filme que termina em alta. E infelizmente não tem Peter Cushing. Bom filme, recomendo.

Não o encontrei aí pela net com boa qualidade, mas tentem arranja-lo que vale a pena. Podem ver o trailer aqui em baixo:

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