Bone Tomahawk – A Desaparecida, o Aleijado e os Trogloditas [2015]

Dos horrores europeus saltamos para o mais americano que se possa imaginar, o velho oeste com este Bone Tomahawk que por cá recebeu um dos títulos mais inacreditáveis desde os míticos Um Belo par… de Patins e Zombies Party – Uma Noite de Morte. Falo de… A Desaparecida, o Aleijado e os Troglodítas 😀 A sério, quem é que inventa estas coisas?! 😀

Desde logo torci um pouco o nariz porque não sou particularmente adepto de Westerns para lá dos filmes do Leone, ainda para mais quase nunca se fizeram filmes de terror neste setting portanto estava assim meio de pé atrás. Mas rapidamente o filme conquistou o meu interesse, logo na excelente cena introdutória que desperta a curiosidade de qualquer um.

O que se segue são 2 horas dum filme que de certa forma consegue ser bastante original ao adaptar elementos narrativos tradicionais num cenário e numa época que obriga alguma criatividade. E essa criatividade é suportada por um excelente argumento que consegue transformar uma premissa extremamente simples num exercício de boa escrita, que dá espaço para personagens bem construídas e que crescem no meio das suas qualidades e defeitos. Até emprega uma linguagem “à antiga” com um ritmo muito particular de fala e dialogo que ajuda a trazer ainda mais realismo.

Mas, como é óbvio, não há como escapar à extrema violência que, mesmo não sendo muito usada, quando aparece é… cum caraças, é forte. E nem sequer falo da violência puramente gráfica, mas mesmo a que só vemos por meros instantes e que fica a matutar na nossa cabeça, como quando se vê o estado das mulheres trogloditas. Stuff of nightmares.

O melhor: Kurt Russel e Richard Jenkins. O argumento cuidado onde personagens bem construídas falam “à antigamente”. A atmosfera western que não sabia que poderia encaixar tão bem numa história destas. O ritmo lento que ajuda a criar atmosfera, o realismo e imprevisibilidade da acção que surge do nada quando menos se espera e sem grandes alaridos.

O Pior: Gostei do final, mas é um pouco implausível tendo em conta o relativo realismo do filme.

Melhor cena: É difícil fugir a “essa” cena, que quem viu o filme está a pensar, é extremamente gráfica e assombrará os mais susceptíveis.

Veredicto: Excelente filme que normalmente nem seria para resultar porque westerns e terror não combinam lá muito bem. Fiquei bastante surpreendido e agradado.

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