The Evil of Frankenstein – A Maldição de Frankenstein [1964]

Voltamos para o UK, para os estúdios da Hammer e para a série Frankenstein, para o terceiro capitulo, The Evil of Frankenstein (fantásticos este títulos). Digo já que foi uma tremenda desilusão depois dos excelentes primeiros capítulos, em especial o The Revenge of Frankenstein que vos falei há uns dias. E é desilusão porque é um retorno ao conservadorismo artístico e criativo do passado. Se os anteriores filmes eram arrojados nas suas ideias e na forma como davam a volta à formula típica com ideias mirabolantes, aqui sinto que jogaram demasiado pelo seguro e desconfio porquê.

Por esta altura a Hammer tinha um acordo de distribuição com a Universal nos EUA e como primeiro filme da série em terras americanas tentaram de certa forma fazer um mini reboot sem continuidade com os anteriores filmes, apostando mais nos elementos clássicos dos filmes da Universal (pela primeira vez usaram um monstro inspirado no Boris Karloff) para ser mais suave e perceptível para o publico americano.

Também pela primeira vez Terrence Fisher deixou a realização para Freddie Francis (que haveria realizar o igualmente conservador Dracula Has Risen from the Grave, que gostei bastante) e isso nota-se no resultado final que, curiosamente, é bem menos ostensivo e com um ar bem barato. É muito curioso como os valores de produção são tão baixos tendo em conta o dinheiro da Universal. Quase que se vêm os cartões nos cenários, os horizontes matte painting são de baixa qualidade e até usaram papeis de plástico a simular gelo. 😀

O melhor: Continua a ser Peter Cushing, mas mesmo ele está mais apagado, aqui com um barão sem sal, demasiado simpático e heróico.

O Pior: Os baixos valores de produção com cenários de cartão e uma maquilhagem do mostro quase a sair da cara do actor. A história mais que batida, sem temas pertinentes e a falta de continuidade com o filme anterior.

Melhor cena: O flashback em que se vê o barão a criar o monstro (que é um retcon porque nunca aconteceu no primeiro filme) é de qualquer das formas espectacular e faz muito lembrar a criação original do primeiro filme com inúmeras engenhocas no laboratório e muita electricidade.

Veredicto: É até agora o filme mais fraco dos três filmes que vi do Frankenstein (e já agora pior que todos os Draculas que já vi) e sente-se que foi um passo atrás na natural evolução do que a Hammer andava a fazer.

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