Hausu [1977]

Perdoem-me a longa pausa de vários dias, é que deixei as férias e o maldito do trabalho sobrepôs-se aos momentos de lazer 😦

Ultimo filme da década de 70, viajamos para terras nipónicas com este Hausu que… mesmo sem ter terminado a maratona, digo desde já que é o filme mais… alternativo da lista. E o termo alternativo acaba por ser um eufemismo, Hausu é uma comédia de terror alternativa com elementos surrealistas e psicadélicos que… é… bom, é muito difícil de descrever.

Escolhi-o precisamente pela fama de filme bizarro que tem vindo a granjear ao longo do tempo e, embora realmente o seja, devo dizer que acabou por ser menos exagerado do que estava à espera, acho que tinha as expectativas demasiado altas nesse aspecto. Hausu centra-se numa premissa bastante simples e tradicional num filme de terror, um grupo de raparigas vai de férias para uma casa isolada no campo que acabam por descobrir, tarde demais, que é assombrada. A sua particularidade está na comédia e nos momentos de puro surrealismo que emprestam muita da dinâmica dos anime japoneses que, em imagem real transforma a acção numa bizarrice difícil de emular.

Gostei? Nem por isso. É divertido? Em alguns momentos, mas não pela comédia em si. Passei um bom bocado? Sim, não me arrependo de o ter visto e isso é o mais importante.

O melhor: No meio de tanta bizarrice e patetice há que louvar a extrema criatividade, especialmente nas transições e nas formas como mostram flashbacks ou narrativas paralelas. E claro, os terríveis efeitos visuais que na realidade são o ponto alto do filme.

O Pior: É difícil e ingrato em pegar num filme que usa e abusa do exagero do ridículo com tanto self aware, mas a verdade é que mesmo com tanto momento excêntrico e inventivo, o filme raramente é interessante e empolgante por si só, como uma obra coesa. No final já não consegue sair dum registo simplesmente aborrecido.

Melhor cena: Há muita coisa inacreditável e pateta, mas ficou-me na cabeça a cena em a melancia no fundo do poço afinal é a cabeça decapitada duma das vítimas… e que depois morde o rabo de outra! 😀

Veredicto: Por mais surreal e out there que seja, e é, Hausu é uma verdadeira experiência, não duvido que daqui a 10/20 anos ainda me vou lembrar disto enquanto muitos outros filmes “a sério” já estejam mergulhados no abismo do esquecimento há muito tempo.

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