Kill List – Uma Lista a Abater [2011]

Entramos de rompante no século XXI com o primeiro duma série de filmes recentes, porque as Maratonas Terror não são só para filmes clássicos.

Admito que nunca tinha ouvido falar de Kill List, conheci-o através do canal do Ryan Hollinger que, já agora, aconselho e já me tinha dado a descobrir um dos meus filmes de terror favoritos, o Lake Mungo. Quando vi o video dele fiquei bastante impressionado pela forma como Kill List é, na prática, um filme com duas partes distintas bem ao estilo dum Ôdishon, na medida em que as aparências inicias iludem a real, e negra, identidade do filme. Se Ôdishon começa como uma comédia romântica e transforma-se em terror, Kill List é inicialmente um drama familiar dum retornado da guerra que sente dificuldades em adaptar-se à vida civil, no entanto, enquanto começa a investigar uma possível conspiração o filme vai mudando de identidade e acaba de forma perturbadora e chocante.

Já agora algumas curiosidades, o realizador Ben Wheatley (tenho o seu A Field in England em lista de espera) vai ser o responsável pela sequela do Tomb Raider (what?), Michael Smiley é um dos protagonistas e é tão fixe vê-lo a brilhar como um actor a sério (já o havia feito no The Lobster) ainda me lembro de vê-lo a começar como Tires no Spaced, e MyAnna Buring que esteve muito bem aqui vai entrar na série do The Witcher, porreiro!

O melhor: A gradual mudança de tom a meio do filme, transformando um drama familiar e criminal com comentários sobre stress pós traumático e conspirações, numa negra e perturbadora história de puro terror. O realismo e naturalidade das interpretações, diálogos e interacções.

O Pior: Não tenho muito por onde pegar, mas talvez a segunda parte do filme perde alguma da ambiguidade inicial e entra de pés juntos num sentido muito mais óbvio e literal, mas é provavelmente propositado.

Melhor cena: Quando os protagonista (e o espectador) vêem pela primeira vez o real objectivo do contracto. O chocante e trágico final.

Veredicto: Uma boa surpresa, não em termos narrativos porque já conhecia o twist e a mudança de registo, mas em relação à sua qualidade. É um óptimo filme e um realizador que me despertou o interesse.

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