Revenge – Vendeta [2017]

Muito honestamente não sou muito conhecedor do sub-género normalmente chamado de rape revenge, vi em tempos alguns dos clássicos como o Last House on the Left mas pouco mais. Não é por evitar ou por achar um género inferior (longe disso, gosto de exploitation) mas simplesmente sempre me passou um pouco ao lado.

Conheço, no entanto, muitos dos clichés e este Revenge segue mais ou menos à letra quase todos os tradicionais estereótipos normalmente associados ao sub-género, mas fá-lo numa perspectiva moderna feminina (e feminista?) não fosse ele realizado por uma mulher. E isso nota-se em muitos detalhes, especialmente na protagonista, Jen, que ao contrário da imagem batida da vitima virginal, ela é sexualmente liberada e não tem problemas em expor e mostrar toda a sua sensualidade, porque uma mulher pode e deve fazê-lo sem medo de represálias (claro que ela sofre represálias). Também os seus agressores e violadores são-nos mostrados de formas fora do habitual, especialmente na vitima final, que durante o duelo final, está completamente nu e vulnerável. É uma lufada de ar fresco.

O melhor: A Jen é uma espectacular bad ass e uma imparável e vingativa força da natureza, e a vingança em si é muito gratificante. O filme não é realista e tem inúmeros plot holes, no entanto parece-me óbvio que é propositado, esta é uma versão hiper-estilizada da realidade, acentuada por uma excelente cinematografia cheia de jogos de cores berrantes e uma realização com muita criatividade.

O Pior: Despido de tudo e visto na sua mais básica forma, Revenge é uma nova versão da mesmíssima história de vingança clássica vista centenas de vezes, trazendo pouca coisa nova à mesa.

Melhor cena: Há várias, mas o duelo final é duma tensão quase insuportável e é estruturada quase como um boss final dum qualquer videojogo. Muito bom!

Veredicto: Um bom rape revenge exploitation à moda antiga, mas com novas e estilizadas roupagens, filmado num moderno e actual prisma feminino e feminista, que acaba por ser uma lufada de ar fresco. É também um dos filmes mais brutais e violentos dos últimos tempos, damn. E claro, é o patinho feio de grupos machistas de direita, portanto é sinal de que fez alguma coisa boa.

Originalmente de 2017 estreou em portugal em 2018

 

exploitativo e feminista sem ser exploitativo para a mulher ao não mostrar a violação

é brutal na sua vilencia

não sou muito de rape-revenge exploitation alias acho que nunca vi grande coisa i spit on your grave, last house on the left

cinematografia cheia de cor estilizada e realização

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