Midsommar – O Ritual [2019]

Caminhamos a passos largos para o final desta Maratona Terror com o novo filme de Ari Aster que nos trouxe no ano passado o fantástico Hereditary.

Vi-o na passada edição do MotelX portanto já tive um mesito para o digerir e devo dizer que acabou por estar ao nível das minhas elevadas expectativas. Escolhi propositadamente dois dos maiores exemplos do sub-genero do folk horror para a maratona deste ano (o Witchfinder General e o The Blood on Satan’s Claw) precisamente como forma de introdução para este Midsommar, portanto, é interessante ver de que forma estes filmes se complementam.

Mas a maior inspiração e referência para Midsommar acaba por ser o clássico e mui estimado The Wicker Man que obviamente partilha bastantes semelhanças, se bem que tematicamente optem por caminhos bastante distintos. Se The Wicker Man centrava-se no papel do conservadorismo religioso, Midsommar é, na sua essência, um filme sobre separação e confiança.

O melhor: Pode ser previsível para quem conhece o sub-género, mas o build up nos dois terços iniciais, com todas as pequenas pistas e foreshadowing do que está para vir está muito bem montado. Excelente cinematografia que consegue transmitir inquietação e ansiedade, quase sempre sobre a luz do dia. A excelente prestação da Florence Pugh e o humor, inesperado mas quase sempre no ponto.

O Pior: Acho que o no ultimo terço o filme perde-se um pouco quando deixa de haver mistério. Algum do humor negro, que é óptimo na maior parte dos casos, não resulta tão bem em momentos que pede um maior empenho emocional das personagens e do espectador.

Melhor cena: Tenho duas. A cena de abertura que, à semelhança da cena do carro no Hereditary é um perfeito exercício de ansiedade e terror contido. E a cena do penhasco. Não quero entrar em spoilers porque vai estragar a experiência, mas quem viu sabe do que estou a falar. É o ponto de viragem no filme e o momento em que nos indica que tipo de filme é este.

Veredicto: À semelhança de Hereditary é um filme que perde um pouco durante o ultimo terço, não conseguindo manter os incríveis níveis qualitativos iniciais, no entanto consegue ser um excelente follow up à estreia directorial dum Ari Aster que se vai afirmando como um dos mais promissores novos talentos. Não causa o mesmo impacto de Hereditary, mas dentro do sub-género (dormente) do folk horror, Midsommar é a par de The Witch um dos pilares modernos.

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