The Dark Pictures Anthology: Man of Medan [2019]

Em tempos saiu um exclusivo para a PS4 que me despertou o interesse chamado Until Dawn. Basicamente é uma aventura gráfica mas sem puzzles e centrada em escolhas e consequências, tipo um filme interactivo onde temos que fazer escolhas e a história adapta-se a elas. O tipo de jogo em si nem foi o que mais me interessou, mas mais o ambiente e todas as homenagens aos clichés de terror. Era uma celebração do terror em formato filme interactivo. Neat.

O único problema, não tenho PS4. 😀 Felizmente o pessoal da Supermassive Games, ou seja os criadores de Until Dawn, decidiram, e bem, sair do pântano da exclusividade e lançaram o seu próximo jogo também para PC. Este projecto, em tudo idêntico ao Until Dawn em termos mecânicos e temáticos, apresenta-se como uma antologia de diversos jogos, todos eles centrados em diferentes temáticas de terror, sendo que o primeiro episódio é este Man of Medan.

Devo dizer que para primeira tentativa nesta antologia gostei do resultado final e espero ansiosamente pelo restantes (7?) jogos e por todas as potenciais melhorias que daí podem vir. É verdade que é mais curto que o Until Dawn, mas é também mais barato, mais focado e com mais ramificações na história. Podem esperar playthroughs de cerca de 5 horas, mas cada um é bastante distinto tendo em conta as vossas decisões, portanto há aqui bastante sumo. Tem modo multiplayer e co-op para 5 jogadores denominado movie night, que joguei e é bem divertido.

O melhor: As diversas ramificações e variações da história de acordo com as escolhas do jogador, muito mais subtil e menos linear do que as escolhas binárias tão típicas dos jogos da Telltale por exemplo. A história em si é interessante na forma como usa a lenda real do barco fantasma Orang Medan. Os fantásticos visuais.

O Pior: Embora as caras dos protagonistas sejam incrivelmente realistas, as animações entram a pés juntos no uncanny valley e nota-se um decréscimo de realismo comparado com o anterior jogo da Supermassive Games, Until Dawn.

Melhor momento: Não há nenhum que se destaque, mas todos aqueles momentos em que há algo escondido na sombra ou no canto do ecrã sem nenhuma musica ou alarido a denuncia-lo são muito eficazes. Tipo “espera.. o que era aquilo?! Vi bem?”.

Veredicto: É claro que não é fácil recomendar um jogo deste tipo e quem tem toneladas de detractores, mas pessoalmente é um género que gosto e que infelizmente não há praticamente nada no mercado, portanto, espero que tenha sucesso e faça escola.

Tempo de Jogo: 16 horas (5 horas cada playthough).

Sai do templ… do PixelHunt com:

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