Kingdom Come: Deliverance [2018]

Com as ocupações da vida e tal, eu normalmente demoro bastante tempo a acabar certos jogos, especialmente aqueles que, como Kingdom Come: Deliverance se estendem para lá das 100 horas, se for para fazer todas as quests. Pois é meus caros, demorei 14 meses para o terminar. Quando um jogo faz parte da nossa vida “videojogável” por tanto tempo é porque é especial, e Kingdom Come: Deliverance definitivamente é.

Kingdom Come: Deliverance é o mais recente jogo do pessoal responsável pelo meu muito estimado Mafia (e Mafia 2) agora com o nome de Warhorse Studios, e este não podia ser um jogo mais distinto dos já mencionados predecessores, já que este é um RPG medieval onde o foco está no extremo realismo do mundo e das mecânicas de role play. O detalhe histórico é assombroso e não há nenhum RPG no mercado que sequer se compare ou atinja os mesmos níveis de atenção ao detalhe, e acaba por ser isso que torna Kingdom Come: Deliverance num jogo único e distinto dos milhentos jogos genéricos de sabor medieval que inundam o mercado.

O melhor: O mundo desta Boémia do século XV é duma beleza e detalhe absolutamente irrepreensível. O realismo histórico é assombroso e raramente se intromete no divertimento da experiência. As mecânicas de role play e o design das missões são surpreendentemente coesas e libertadoras para que o jogo seja abordado como um jogo de detectives e investigação medieval se não quiserem usar combate e violência. O Henry é um excelente protagonista.

O Pior: Algumas das quests secundárias deixam muito a desejar, o que num mundo pós Witcher 3 é algo que começa a ser difícil de deixar passar. Tem aquele “euro jank” normal nestes jogos ambiciosos e não tenho problemas com isso, mas apanhei bugs graves que impossibilitavam o progresso do jogo.

Melhor momento: Há bastantes e os melhores até eram aqueles em que andava a passear sem destino só a descobrir o mundo e a tirar fotos. Mas para escolher uma mais tradicional, direi a quest no mosteiro que é quase um diferente jogo dentro de outro jogo.

Veredicto: Uma das experiências mais imersivas dos últimos tempos e é um RPG medieval, realista e sem elementos de fantasia. Pode parecer banal mas se pensarem bem é quase único no mercado.

Tempo de Jogo: 98 horas.

 

Sai do templ… do PixelHunt com:

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