Top 20 Jogos dos anos 10

Pois é pessoal do coração, estamos a chegar ao final de mais uma década (sim, sim, ano zero e coiso, eu sei) portanto está naquela altura de fazer aquela listinha do que mais me impressionou nos últimos 10 anos.

Como é habitual há inúmeros jogos que não joguei, ou porque não saíram para PC, ou porque não tenho tempo ou dinheiro, enfim pesos pesados que nem sequer lhes toquei. Estes são os 20 videojogos que mais gostei e mais me influenciaram como jogador durante os anos 10 do séc. XXI.

E claro, a ordem é um pouco abstracta como devem imaginar. O top 10 ainda está mais ou menos numa ordem coerente dos meus gostos, mas o resto acaba por variar muito com o meu estado de espírito.

 

20 – Grand Theft Auto V – 2013

Serei muito sincero ao afirmar que o jogo em si é banal, onde Grand Theft Auto V realmente brilha é no seu magnifico mundo de jogo. Inúmeras horas foram e são ainda hoje em dia passadas simplesmente em road trips sem destino a tirar fotografias. Como turista virtual que sou, este é um dos melhores jogos que alguma vez poderia desejar. Podem dar uma vista de olhos no meu álbum de fotografias AQUI.

 

 

 

19 Kingdom Come: Deliverance – 2018

O mundo desta Boémia do século XV é duma beleza e detalhe absolutamente irrepreensível. O realismo histórico é assombroso e raramente se intromete no divertimento da experiência. Uma das experiências mais imersivas dos últimos tempos e é um RPG medieval, realista e sem elementos de fantasia. Pode parecer banal mas se pensarem bem é quase único no mercado.

 

 

 

18 Assetto Corsa – 2014

Não é perfeito, faltam-lhe muitas características básicas num simulador como condições climatéricas variáveis, ou condução nocturna (algo que acabou por ser corrigido pela comunidade através de fantásticos mods) e nem sequer é o melhor ou mais realista, mas Assetto Corsa está aqui porque foi o único simulador que me acompanhou esta década, fazendo o papel que rFactor teve na década anterior.

 

 

 

17 The Walking Dead – 2012

Admito que toda a série envelheceu de forma inglória neste 8 anos devido aos avanços que este género viveu, as sequelas inferiores que teve, a morte do estúdio e a exclusividade Epic do ultimo jogo (que por isso não joguei). Mas pouca coisa iguala a experiência que tive com o The Walking Dead original na altura. É uma experiência portentosa, o que lhe falta em interactividade e jogabilidade compensa em narrativa e emotividade. É certamente o jogo que mais gostei e entra no grupo restrito de jogos que me afectou emocionalmente.

 

 

16 Red Dead Redemption – 2010

Digo desde já que não joguei a recém lançada sequela portanto só cá verão o original. O seu grande ponto forte é a atmosfera e o ambiente. Entra em patamares de brilhantismo dignos dum S.T.A.L.K.E.R., é quase indescritível estar no meio do deserto a ouvir o vento enquanto o sol se põe e as nuvens lá ao fundo anunciam uma tempestade com relâmpagos. Eu perdoo muitos jogos maus quando me apresentam ambientes imersivos, chega a ser para mim um dos aspectos mais importantes num videojogo. Red Dead Redemption exalta nesse aspecto.

 

 

15 Dark Souls 3 – 2016

Dark Souls 3 é um brilhante desfecho duma fantástica trilogia de jogos que acabaram por ser uma das mais refrescantes e inovadoras novas tendenciais da década, toda a gente anda à procura do novo souls like game. É certo que joga um pouco pelo seguro ao seguir as pisadas dos seus antecessores, mas acaba por ser o mais refinado dos três embora não tenha o mesmo impacto emocional pessoal do original (e que irão vê-lo lá mais para a frente).

 

 

14 Return of the Obra Dinn – 2018

É o jogo que mais perto me fez sentir como um real investigador que tem que mergulhar fundo em todas as pistas visuais, auditivas e literais, cruzar informações e deduzir as respostas correctas. E tudo isto sem grandes ajudas nem grandes “segurar de mãos” por parte do jogo. Extremamente refrescante, uma lufada de ar fresco e um dos jogos e ideias mais memoráveis dos últimos anos.

 

 

 

13 What Remains of Edith Finch – 2017

Pode não ser pioneiro ou tão relevante e importante como Dear Esther (que criou todo um sub-género) ou Virginia (que procura inovar esse mesmo sub-género) mas acho que é o meu walking simulator favorito depois de Dear Esther. Para fãs do género, como eu, What Remains of Edith Finch é obrigatório, quem não gosta, então não vos vai fazer mudar de opinião.

 

 

 

 

12 Hellblade: Senua’s Sacrifice – 2017

É tão bom sentir que ainda há espaço para personagens realistas que consigam fugir às trapalhadas típicas da industria mainstream, Senua é uma lufada de ar fresco e escapa aos clichés dos “escolhidos-que-salvam-o-mundo-duma-ameaça-sobrenatural-no-meio-de-tiros-e-violência”. Hellblade é um farol no meio da escuridão da industria moderna e certa forma fez-me lembrar uma outra obra prima que tentou abordar a doença mental, neste caso o stress pós traumático, Spec-Ops the Line.

 

 

 

11 Batman: Arkham City – 2011

Batman: Arkham City é um excelente jogo, ao nível do primeiro. Na teoria teria de ser superior, porque tem ainda mais conteúdo, mas este segundo capitulo não me conseguiu transmitir a mesma sensação de espanto e surpresa que o original fez em 2009, o que é perfeitamente normal e não deve ser visto como algo negativo. A minha cabeça diz que Arkham City é superior, mas o meu coração ainda palpita por Arkham Asylum.

 

 

 

10 – Spec Ops: The Line – 2012

Na altura cometi o erro de dar demasiada importância à parte mecânica, refreando todo o impacto emocional que teve em mim, e arrependi-me de não lhe dar a toda a relevância que merecia. SpecOps: The Line é sem duvida um interessantíssimo objecto de estudo. Quer se goste ou se odeie, acho que todos concordamos que foi muito bom um jogo destes ter recebido luz verde e ter sido feito. Pelo menos tem muito mais relevância e continua a ser falado anos e anos depois, enquanto que a sequela dum qualquer Call of Duty é esquecido quando sai uma nova sequela.

 

 

9 Dear Esther – 2012

Um dos jogos mais importantes da década e da minha experiência pessoal com videojogos. Dear Esther foi o primeiro jogo duma linha de obras que se passaram a agrupar num novo sub-género de jogos narrativos que as más línguas intitularam de walking simulators, termo que os fãs e passaram a adoptar. É um sub-género que elevou a fasquia do que se pode fazer em termos narrativos e que tenta encontrar os limites do que tradicionalmente se usa para definir o que são videojogos.

 

 

8 Cities: Skylines – 2015

É só o jogo que mais horas me roubou desde que tenho Steam (portanto 2004) o que por si só é indicativo do impacto que teve em mim, que sou um apaixonado por city builders. A tristeza da morte do Sim City foi de pouca dura, porque dos confins da Finlândia veio o seu sucessor que hoje em dia, a reboque das toneladas de mods feitos pela comunidade, transformou-se no melhor city builder de sempre.

 

 

 

 

7 Amnesia: The Dark Descent – 2010

Para mim um jogo memorável tem que conseguir despertar emoções. Sejam de alegria, tristeza ou medo. Amnesia conseguiu desmascarar emoções de medo e puro terror, emoções que felizmente raramente presencio na vida real e que infelizmente raramente presencio em formas de entretenimento. Amnesia é um jogo que consegue passar para além do monitor do meu computador e que me consegue afectar física e psicologicamente.

 

 

 

 

6 The Witcher 2: Assassins of Kings – 2011

The Witcher 2: Assassins of Kings sofre por ser o irmão do meio de dois jogos que lhe são superiores e que envelheceram melhor que ele (sim, o The Witcher continua a ser superior) mas isso não invalida que esta segunda parte tenha tido um enorme impacto em mim e seja um jogo fenomenal, extremamente ambicioso e seguro de si.

 

 

 

5 Fallout: New Vegas – 2010

Fallout: New Vegas é digno sucessor de Fallout e Fallout 2 e a realidade é que é mesmo a terceira parte duma trilogia interligada. Fallout 3 da Bethesda apropriou-se dum nome que não é o seu e a meu ver deve ser visto como o inicio dum spin off ou algo do género. Este é um dos melhores RPG que já joguei e de certeza um dos meus jogos favoritos de… sempre.

 

 

 

4 Europa Universalis IV – 2013

A série Europa Universalis é, a par de Half-Life, a mais importante na minha vida de jogador, portanto acho que o melhor elogio que se pode fazer a Europa Universalis IV é que é melhor em praticamente todos os aspectos que Europa Universalis III e que o resto dos seus predecessores, o que por si só é admirável.

 

 

 

 

3 Portal 2 – 2011

Portal 2 não tem o impacto que o original teve, nem o charme da primeira vez, mas em tudo resto é melhor. Imaginem que Portal foi um protótipo e Portal 2 é o produto final, um brilhante produto final e um dos melhores jogos de sempre.

 

 

 

 

2 Dark Souls – 2011

Não é qualquer jogo que me agarra durante 80 longas horas sem nunca perder o gás e a motivação, ou que continua constantemente na minha cabeça mesmo quando não estou a jogar. É um feito ainda mais admirável no meu caso, porque, no papel, este não deveria ser um jogo talhado para mim. É a prova que não devemos julgar algo antes de experimentar e que os preconceitos acabam sempre por nos cortar as asas.

 

 

 

 

1 The Witcher 3: Wild Hunt – 2015

Não queria muito entrar em sentimentalismos bacocos mas… também qual é a piada de fechar esse lado mais sentimental? Qual o objectivo de olhar para uma obra destas num espírito puramente técnico e frio quando passei mais de dois meses dedicado a um mundo que entrou, de braços abertos, no meu coração… Este é o jogo dos meus sonhos, o zénite, o apex, a cadeira de Zeus no Olimpo… depois disto será sempre a descer.

 

 

 

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