The Invisible Man – O Homem Invisível [2020]

O melhor: A mudança de foco do “monstro” para a vítima, algo que o livro e os filmes originais raramente fizeram. Os elaborados momentos de tensão que se tornam quase insuportáveis. Elisabeth Moss é o espelho perfeito do terror contido criado por abuso doméstico e stress pós-traumático. A realização muito criativa que dá ao filme toda uma invisível (ah), natural e suave progressão entre cenas e actos.

O Pior: O argumento não é tão forte quanto a realização e apresenta diversos buracos de lógica e atalhos preguiçosos para conveniência se o formos a analisa-lo ao detalhe. Pessoalmente, raramente chegou a ser intrusivo na experiência, o que acaba por ser a prova de quão forte é o filme.

Melhor cena: É um empate entre a sequência de abertura onde a personagem da Elisabeth Moss foge de casa e a cena do sótão. Ambas são um portento de tensão atmosférica e build up. Ah e esqueci-me do twist no restaurante 😮



Veredicto: Depois do desastre do Dark Universe e de toda trampa que a Universal tem vindo a fazer, é irónico e refrescante que a melhor tentativa de reboot dos monstros da Universal tenha sido com um filme de baixo orçamento, de ritmo lento e pausado e com alma independente, um total oposto do que estavam a pensar fazer com o filme do Johnny Depp que se bem se lembram era o plano original. The Invisible Man é um excelente filme de terror que prova categoricamente que menos é mais e que o que não se vê é, literalmente, o mais assustador..

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