L’Année dernière à Marienbad – O Último Ano em Marienbad [1961]

O melhor: Tem que ser a cinematografia, não é? Estaria a mentir de outra forma. Aliás, digo mais até, este é provavelmente o filme com fotografia a preto e branco mais bonito e com mais estilo que alguma vez vi. Há muito para gostar, desde a sua simetria e minimalismo, o ambiente etéreo de sonho, … Continuar a ler

Tirez sur le Pianiste – Disparem Sobre o Pianista [1960]

O melhor: Charles Aznavour segura o filme com a sua prestação cheia de segurança, contenção e contemplação . Os elementos cómicos não deveriam funcionar, mas a verdade é que acabam por ser alguns dos melhores momentos do filme, em especial os dois gangsters que são ridículos e divertidos, e as brincadeiras visuais que o Truffaut … Continuar a ler

A bout de souffle – O Acossado [1960]

O melhor: A sua rebeldia, coolness, modernidade e a fascinante e hipnótica admiração pelo trivial. A sua edição e os jump cuts são, claro, muito conhecidos e de facto tornam a experiência muito refrescante na forma como corta toda e qualquer palha e gordura na acção, pedindo ao espectador que seja cúmplice e faça as … Continuar a ler

Les Quatre Cents Coups – Os Quatrocentos Golpes [1959]

O melhor: O realismo nu e cru, praticamente documental, que consegue contar uma história rica centrada na vida e injustiças da pré-adolescência e o conflito entre a rebeldia e o autoritarismo, apenas com cenas realistas do dia a dia. A Paris dos aos 50 é mágica, mas não é a Paris luminosa e “glamourosa” da … Continuar a ler

Hiroshima mon amour – Hiroshima, Meu Amor [1959]

O melhor: O lindíssimo argumento, extremamente bem escrito e que toca de forma fascinante, melancólica e poética no papel das memórias e do passado. Foi sem surpresas que nas minhas pesquisas pós visionamento descobri que foi escrito pela Marguerite Duras e ganhou prémios, foi inclusive nomeada para o Oscar de melhor argumento original. Os dois … Continuar a ler

Les Cousins – Os Primos [1959]

O melhor: A elegância clássica da imagem, desde a fotografia até aos cenários. Por falar em cenários, pode parecer estranho mencionar isto, mas gostei muito da casa do Paul, não da decoração, mas da forma como o filme usa o seu espaço e arquitectura. Acho que consigo fazer uma planta de todas as divisões e … Continuar a ler

Black Mesa [2020]

O melhor: É um remake do melhor jogo de todos os tempos, portanto, como seria de esperar, o que Half-Life tinha de bom traduz-se aqui na perfeição, nem tudo, mas quase tudo. Falando exclusivamente do remake e colocando o original de parte (já falei, e muito dele na minha retrospectiva), a forma como expande no … Continuar a ler

Maratona La Nouvelle Vague

Se bem se recordam a Maratona Sci-Fi teve a ultima edição em 2018 e na altura prometi que iria abrir esse espaço para outro tipo de maratonas, como por exemplo focadas em realizadores, como já o fiz anteriormente com o Kubrick, Tarkovski e Lynch. Claro que caguei nisso e não fiz nada no ano passado … Continuar a ler

Jojo Rabbit [2019]

O melhor: A ensemble de bons actores, mesmo que alguns deles tenham papeis quase inexistentes 😀 A edição rápida e criativa a fazer lembrar, e muito, os filmes do Edgar Wright. O Pior: Acho que o filme queria causar mais impacto emocional do que realmente consegue. Achei a parte mais dramática do 3º acto muito … Continuar a ler

The Call of Cthulhu – O Despertar de Cthulhu de H. P. Lovecraft

Sempre fui muito adepto do vulgarmente denominado horror cósmico que o H.P. Lovecraft foi um dos principais criadores e uma das, senão a principal influência em todo o sub-género. Mas a verdade é que curiosamente pouca coisa li dele, acho que só mesmo o At the Mountains of Madness que se bem me lembro gostei, … Continuar a ler

El Hoyo – A Plataforma [2020]

O melhor: O conceito é muito interessante e perturbador. A fotografia e trabalho de câmera é bastante bom tendo em conta os reduzidos espaços e a constante repetição de cenários. O Pior: O mal destes filmes que se debruçam exclusivamente num conceito assim tão abstracto é que não há muito por onde pegar passando esse … Continuar a ler

Gretel & Hansel [2020]

O melhor: Sem dúvida a excelente e lindíssima fotografia com os jogos de cores, luzes e sombras. A banda sonora que me fez muito lembrar a de Mandy. A bruxa está muito bem conseguida em termos visuais, é muito creepy. O Pior: A parte inicial ainda promete, mas depois de chegarem à casa da bruxa … Continuar a ler

7. Kogustaki Mucize – Milagre na Cela 7 [2019]

O melhor: Gosto sempre de ver filmes que mostrem outras culturas e tempos que não seja o mundo ocidental, e a Turquia pós golpe militar de 1980 foi certamente um local e um tempo bastante interessante de se conhecer. A menina é fofinha. O Pior: Vinha com fama de ser um filme de fazer chorar … Continuar a ler

The Great Train Robbery – O grande assalto ao comboio [1903]

Há tempos recebi aquele livro dos 1001 Filmes para ver antes de morrer, que certamente já o viram por aí numa qualquer estante duma qualquer livraria. O que mais me chocou nem foi o elevado número de filmes na lista (e já vai em mais que 1001) mas o número de filmes que nunca vi! … Continuar a ler

Torment: Tides of Numenera [2017]

O melhor: O universo e lore são muito interessantes e originais, não é frequente vermos um setting num futuro tão longínquo, após a ascensão e queda de tantas civilizações que as coisas se tornam irreconhecíveis e quase mágicas. A qualidade da escrita e a história centrada no papel das memórias e individualismo é muito acima … Continuar a ler

Chrzest ognia – Batismo de Fogo de Andrzej Sapkowki

Todos os livros da saga The Witcher já por aí andam traduzidos em português (que segundo dizem são bastante boas) portanto aproveitei para as ler a partir de onde eu tinha ficado anteriormente (li em livro físico até ao Time of Contempt e todos em formato digital, tudo em inglês). Este Batismo de Fogo é … Continuar a ler

Dead Island [2011]

O melhor: O combate corpo a corpo é muito visceral e gratificante, assim como o número de armas e as formas como se podem fazem upgrade. A chamada “árvore tecnológica” ou seja as skills que se desbloqueiam com experiência são genuinamente impactantes na jogabilidade e obrigam o jogador a evoluir a mudar e adaptar o … Continuar a ler

Waterloo [1970]

O melhor: Steiger e Plummer como Napoleão e Wellington respectivamente, especialmente Steiger que no meio de tanto overacting consegue transmitir uma personagem que deambula corajosa e graciosamente por espectros opostos de sentimentos e comportamentos. Gostei muito das partes em que ouvimos os seus pensamentos, as únicas alturas em que ambos são reais e sinceros consigo … Continuar a ler

The Red Shoes – Os Sapatos Vermelhos [1948]

O melhor: À semelhança de outros trabalhos de Michael Powel (e Emeric Pressburger) a cinematografia e o jogo de cores é sublime, ainda para mais para um filme dos anos 40 quando a cinematografia a cores ainda era relativamente limitada. Importante referir que devemos em grande parte a Martin Scorsese a possibilidade de ver actualmente … Continuar a ler

Frankenstein: or the Modern Prometheus de Mary Shelley

Hoje em dia leio muito menos do que fazia quando era mais novo, o que é pena, mas uma das minhas resoluções para 2020 é ler mais, e o primeiro livro é o maior clássico de terror e ficção cientifica, falo é claro de Frankenstein. Gosto muito da série de filmes da Universal, dos quais … Continuar a ler

Black Narcissus – Quando os Sinos Dobram [1947]

  O melhor: A cinematografia e a forma como a luz e a cor ajudam activamente a contar a história. Os matte paintings são lindos, especialmente aqueles que olham para o abismo! Mesmo que muitas das pinturas sejam pouco realistas, elas emprestam ao filme toda uma aura quase de sonho que acaba por complementar, e … Continuar a ler

12 Angry Men – Doze Homens em Fúria [1957]

O melhor: O maravilhoso argumento que é quase perfeito, e de como ele flui de forma suave e contínua, fazendo parecer que a hora e meia de filme é apenas uma única cena. A forma natural como o grupo de jurados e a sua dinâmica se vai moldando com o tempo, com os argumentos e … Continuar a ler

The Invisible Man – O Homem Invisível [2020]

O melhor: A mudança de foco do “monstro” para a vítima, algo que o livro e os filmes originais raramente fizeram. Os elaborados momentos de tensão que se tornam quase insuportáveis. Elisabeth Moss é o espelho perfeito do terror contido criado por abuso doméstico e stress pós-traumático. A realização muito criativa que dá ao filme … Continuar a ler

Draugen [2019]

O melhor: Os lindíssimos visuais, o voice acting e a atmosfera nórdica carregada de isolamento, misticismo e um desconfortável terror ausente e escondido. O Pior: A história em si, embora não seja desinteressante, é extremamente subdesenvolvida. Dá a entender que o Ragnar Tornquist e companhia tentaram abordar demasiada coisa num curto espaço de tempo e … Continuar a ler

The Walking Dead: The Final Season

O melhor: A Telltale finalmente melhorou significativamente o motor de jogo passados tantos anos e o resultado salta à vista pela positiva. O estilo visual está muito mais próximo da graphic novel com os pretos saturados e um look com alto contraste. A história encerra com chave de ouro uma aventura que começou há oito … Continuar a ler