Le Samouraï – O Ofício de Matar [1967]

O melhor: A forma como Alain Delon consegue transmitir tanta presença por detrás duma fachada quase robótica e praticamente sem diálogos. Embora Le Samouraï seja mais um dos exemplos da nova vaga francesa (Le Samouraï ainda se pode caracterizar de tal?) que demonstra o fascínio por géneros tipicamente americanos, ou popularizado por Hollywood, neste caso … Continuar a ler

Pierrot Le Fou – Pedro, o Louco [1965]

O melhor: Jean-Paul Belmondo e Anna Karina têm uma óptima dinâmica e mostram porque são os ícones que são, atirando-se de cabeça e dando o máximo em todas as cenas, por mais ridículas e patetas que sejam, e há muitas. Todo o filme é tão surrealista, estranho e todas as personagens comportam-se duma forma tão … Continuar a ler

Les Parapluies de Cherbourg – Os Chapéus de Chuva de Cherburgo [1964]

O melhor: O irresistível charme, o lindíssimo aspecto visual carregado de cor e a forma como o mesmo vai mudando a cada capitulo espelhando o estado de espírito dos protagonistas. Mas o melhor foi mesmo o gradual processo de descoberta que fui tendo ao longo do filme. Inicialmente achei curioso todos os paralelismos com o … Continuar a ler

Bande à Part – Bando à Parte [1964]

O melhor: Os três protagonistas são demais! Adorei a dinâmica entre eles e a forma como a sua imaturidade e infantilidade rompe tão facilmente por entre a falsa fachada de seriedade que eles tentam construir, como se fossem crianças a brincar aos adultos. A realização do Godard é extremamente fresca, cool e criativa, e oferece … Continuar a ler

Le Mepris – O Desprezo [1963]

O melhor: Gosto muito do visual a preto e branco, mas mentiria se não dissesse que o salto para cor (o primeiro filme desta maratona, se excluirmos a cena inicial de Cleo de 5 a 7) é impressionante e uma mais valia, especialmente com as paisagens de cortar a respiração em Capri e os jogos … Continuar a ler

Vivre sa vie – Viver a Sua Vida [1962]

O melhor: A extraordinária presença e carisma de Anna Karina que brilha e enche todas as cenas. A composição da narrativa em 12 mini histórias de 10 minutos funciona muito bem, e ajuda a sua história a fluir duma forma muito mais natural do que se tivesse que o fazer linearmente. E a história em … Continuar a ler

Jules et Jim – Jules e Jim [1962]

O melhor: A realização é muito móvel, solta, criativa e fluída. Não sei se Truffaut tinha aqui um bom orçamento, mas pelo menos assim parece, porque o filme está carregado de cenas bem arrojadas, temos crane shots, temos imagens aéreas, tracking shots, câmeras portáteis em bicicletas e por aí fora. O trio de protagonistas são … Continuar a ler

Adieu Philippine [1962]

O melhor: A janela para a França dos anos 60, nem tanto Paris, mas sim a lindíssima Córsega e todo o ambiente de despreocupação das férias de verão. Depois de Cleo de 5 à 7, a guerra da Argélia, que muito influenciou o zeitgeist francês da altura, volta a ser uma das temáticas abordadas, e … Continuar a ler

Cleo de 5 a 7 – Duas Horas na Vida de Uma Mulher [1962]

O melhor: A realização da Agnés Vardas é muito criativa e despretensiosa. Sempre fui muito fã de filmes em tempo real e aqui funciona especialmente bem, porque até o vemos dividido em capítulos, indicando precisamente o período de tempo que irá passar. Ok, não se traduz exactamente em 1:1, mas quase, o que acaba por … Continuar a ler

Paris nous appartient [1961]

O melhor: Não sei bem do que estava à espera quando o escolhi, mas uma coisa é certa, não esperava um filme de mistério e investigação reminiscente dum Polanski dos tempos antigos. E ainda bem, porque a história é muito intrigante e envolvente, deixando sempre uma cativante migalha ao espectador para, tal como a protagonista, … Continuar a ler

Lola [1961]

O melhor: Anouk Aimee, numa clara homenagem a Marlene Dietrich em O Anjo Azul, é muito natural, carismática e fácil de se gostar. A estrutura da história, com as 3 diferentes linhas narrativas a cruzarem-se entre elas, está muito bem montada e dá ao filme um cativante ponto de interesse. A atmosfera da cidade costeira … Continuar a ler

L’Année dernière à Marienbad – O Último Ano em Marienbad [1961]

O melhor: Tem que ser a cinematografia, não é? Estaria a mentir de outra forma. Aliás, digo mais até, este é provavelmente o filme com fotografia a preto e branco mais bonito e com mais estilo que alguma vez vi. Há muito para gostar, desde a sua simetria e minimalismo, o ambiente etéreo de sonho, … Continuar a ler

Tirez sur le Pianiste – Disparem Sobre o Pianista [1960]

O melhor: Charles Aznavour segura o filme com a sua prestação cheia de segurança, contenção e contemplação . Os elementos cómicos não deveriam funcionar, mas a verdade é que acabam por ser alguns dos melhores momentos do filme, em especial os dois gangsters que são ridículos e divertidos, e as brincadeiras visuais que o Truffaut … Continuar a ler

A bout de souffle – O Acossado [1960]

O melhor: A sua rebeldia, coolness, modernidade e a fascinante e hipnótica admiração pelo trivial. A sua edição e os jump cuts são, claro, muito conhecidos e de facto tornam a experiência muito refrescante na forma como corta toda e qualquer palha e gordura na acção, pedindo ao espectador que seja cúmplice e faça as … Continuar a ler

Les Quatre Cents Coups – Os Quatrocentos Golpes [1959]

O melhor: O realismo nu e cru, praticamente documental, que consegue contar uma história rica centrada na vida e injustiças da pré-adolescência e o conflito entre a rebeldia e o autoritarismo, apenas com cenas realistas do dia a dia. A Paris dos aos 50 é mágica, mas não é a Paris luminosa e “glamourosa” da … Continuar a ler

Hiroshima mon amour – Hiroshima, Meu Amor [1959]

O melhor: O lindíssimo argumento, extremamente bem escrito e que toca de forma fascinante, melancólica e poética no papel das memórias e do passado. Foi sem surpresas que nas minhas pesquisas pós visionamento descobri que foi escrito pela Marguerite Duras e ganhou prémios, foi inclusive nomeada para o Oscar de melhor argumento original. Os dois … Continuar a ler

Les Cousins – Os Primos [1959]

O melhor: A elegância clássica da imagem, desde a fotografia até aos cenários. Por falar em cenários, pode parecer estranho mencionar isto, mas gostei muito da casa do Paul, não da decoração, mas da forma como o filme usa o seu espaço e arquitectura. Acho que consigo fazer uma planta de todas as divisões e … Continuar a ler

Maratona La Nouvelle Vague

Se bem se recordam a Maratona Sci-Fi teve a ultima edição em 2018 e na altura prometi que iria abrir esse espaço para outro tipo de maratonas, como por exemplo focadas em realizadores, como já o fiz anteriormente com o Kubrick, Tarkovski e Lynch. Claro que caguei nisso e não fiz nada no ano passado … Continuar a ler

Portrait de la jeune fille en feu – Portrait of a Lady on Fire [2019]

Só um pequeno resumo da premissa porque isto não propriamente um Star Wars onde todos sabem ao que vão. Nos finais do século XVIII uma jovem e talentosa pintora é contratada pela senhora duma casa aristocrática numa remota ilha francesa para pintar o retrato da sua filha, que está prometida para casar com um aristocrata … Continuar a ler

La Jetée [1962]

Pois bem rapaziada, vamos dar inicio a mais uma Maratona Sci-Fi! A derradeira edição. Já falei, na apresentação da maratona, um pouco por alto o porquê de estar a terminar uma das tradições aqui do PixelHunt, mas assim sucintamente acho que a coisa já deu o que tinha a dar e quero dar espaço a … Continuar a ler

Grave – Raw [2016]

No meio de tanto top de final de ano é invariável e inevitável tropeçar em certos filmes que vão aparecendo, e um desses é este Grave, mais conhecido por Raw que aparentemente estreou em grande parte do mundo em 2017 (fui ver e parece que estreou por cá no IndieLisboa no ano passado) mesmo sendo … Continuar a ler

La planète sauvage – O Planeta Selvagem [1973]

A única animação desta maratona, honestamente nunca tinha sequer ouvido falar de La planète sauvage, apenas o escolhi porque o vi em algumas recomendações e a premissa meio surreal até que me despertou o interesse. Uma produção Franco-Checa, La planète sauvage mistura uma narrativa francesa com o típico surrealismo das animações do antigo bloco de leste o … Continuar a ler

Personal Shopper [2016]

Um dos filmes que vi na ultima edição do Motelx, no passado Setembro e que decidi esperar para falar aqui na maratona. Personal Shopper conta a história duma americana a viver em Paris que trabalha no submundo da moda francesa como uma espécie de secretária freelance duma conhecida modelo, ou seja, uma personal shooper. A … Continuar a ler

À l’intérieur [2007]

Regressamos à Europa, mais precisamente para território francês para um exemplo dum movimento cinematográfico denominado “novo terror extremista francês”. Esse movimento que se tornou popular no inicio do milénio, ganhou bastante notoriedade com filmes como Haute Tension, Martyrs ou Irreversible e pauta por um terror extremo que pega em alguns sub-géneros transformando-os em puro exploitation. À l’intérieur faz … Continuar a ler

Possession – Possessão [1981]

Voltamos a cruzar o atlântico e entramos na década de 80 com um filme que… bom, nem sei bem o que dizer. Que não estava à espera do que vi é dizer pouco, na verdade não sabia bem ao que ia, as poucas opiniões que fui lendo por aí deixavam adivinhar que era um filme fora … Continuar a ler