Le Samouraï – O Ofício de Matar [1967]

O melhor: A forma como Alain Delon consegue transmitir tanta presença por detrás duma fachada quase robótica e praticamente sem diálogos. Embora Le Samouraï seja mais um dos exemplos da nova vaga francesa (Le Samouraï ainda se pode caracterizar de tal?) que demonstra o fascínio por géneros tipicamente americanos, ou popularizado por Hollywood, neste caso … Continuar a ler

Les Parapluies de Cherbourg – Os Chapéus de Chuva de Cherburgo [1964]

O melhor: O irresistível charme, o lindíssimo aspecto visual carregado de cor e a forma como o mesmo vai mudando a cada capitulo espelhando o estado de espírito dos protagonistas. Mas o melhor foi mesmo o gradual processo de descoberta que fui tendo ao longo do filme. Inicialmente achei curioso todos os paralelismos com o … Continuar a ler

Bande à Part – Bando à Parte [1964]

O melhor: Os três protagonistas são demais! Adorei a dinâmica entre eles e a forma como a sua imaturidade e infantilidade rompe tão facilmente por entre a falsa fachada de seriedade que eles tentam construir, como se fossem crianças a brincar aos adultos. A realização do Godard é extremamente fresca, cool e criativa, e oferece … Continuar a ler

Le Mepris – O Desprezo [1963]

O melhor: Gosto muito do visual a preto e branco, mas mentiria se não dissesse que o salto para cor (o primeiro filme desta maratona, se excluirmos a cena inicial de Cleo de 5 a 7) é impressionante e uma mais valia, especialmente com as paisagens de cortar a respiração em Capri e os jogos … Continuar a ler

Vivre sa vie – Viver a Sua Vida [1962]

O melhor: A extraordinária presença e carisma de Anna Karina que brilha e enche todas as cenas. A composição da narrativa em 12 mini histórias de 10 minutos funciona muito bem, e ajuda a sua história a fluir duma forma muito mais natural do que se tivesse que o fazer linearmente. E a história em … Continuar a ler

Jules et Jim – Jules e Jim [1962]

O melhor: A realização é muito móvel, solta, criativa e fluída. Não sei se Truffaut tinha aqui um bom orçamento, mas pelo menos assim parece, porque o filme está carregado de cenas bem arrojadas, temos crane shots, temos imagens aéreas, tracking shots, câmeras portáteis em bicicletas e por aí fora. O trio de protagonistas são … Continuar a ler

Adieu Philippine [1962]

O melhor: A janela para a França dos anos 60, nem tanto Paris, mas sim a lindíssima Córsega e todo o ambiente de despreocupação das férias de verão. Depois de Cleo de 5 à 7, a guerra da Argélia, que muito influenciou o zeitgeist francês da altura, volta a ser uma das temáticas abordadas, e … Continuar a ler

Cleo de 5 a 7 – Duas Horas na Vida de Uma Mulher [1962]

O melhor: A realização da Agnés Vardas é muito criativa e despretensiosa. Sempre fui muito fã de filmes em tempo real e aqui funciona especialmente bem, porque até o vemos dividido em capítulos, indicando precisamente o período de tempo que irá passar. Ok, não se traduz exactamente em 1:1, mas quase, o que acaba por … Continuar a ler

Paris nous appartient [1961]

O melhor: Não sei bem do que estava à espera quando o escolhi, mas uma coisa é certa, não esperava um filme de mistério e investigação reminiscente dum Polanski dos tempos antigos. E ainda bem, porque a história é muito intrigante e envolvente, deixando sempre uma cativante migalha ao espectador para, tal como a protagonista, … Continuar a ler

Lola [1961]

O melhor: Anouk Aimee, numa clara homenagem a Marlene Dietrich em O Anjo Azul, é muito natural, carismática e fácil de se gostar. A estrutura da história, com as 3 diferentes linhas narrativas a cruzarem-se entre elas, está muito bem montada e dá ao filme um cativante ponto de interesse. A atmosfera da cidade costeira … Continuar a ler

L’Année dernière à Marienbad – O Último Ano em Marienbad [1961]

O melhor: Tem que ser a cinematografia, não é? Estaria a mentir de outra forma. Aliás, digo mais até, este é provavelmente o filme com fotografia a preto e branco mais bonito e com mais estilo que alguma vez vi. Há muito para gostar, desde a sua simetria e minimalismo, o ambiente etéreo de sonho, … Continuar a ler

Tirez sur le Pianiste – Disparem Sobre o Pianista [1960]

O melhor: Charles Aznavour segura o filme com a sua prestação cheia de segurança, contenção e contemplação . Os elementos cómicos não deveriam funcionar, mas a verdade é que acabam por ser alguns dos melhores momentos do filme, em especial os dois gangsters que são ridículos e divertidos, e as brincadeiras visuais que o Truffaut … Continuar a ler

A bout de souffle – O Acossado [1960]

O melhor: A sua rebeldia, coolness, modernidade e a fascinante e hipnótica admiração pelo trivial. A sua edição e os jump cuts são, claro, muito conhecidos e de facto tornam a experiência muito refrescante na forma como corta toda e qualquer palha e gordura na acção, pedindo ao espectador que seja cúmplice e faça as … Continuar a ler

Hiroshima mon amour – Hiroshima, Meu Amor [1959]

O melhor: O lindíssimo argumento, extremamente bem escrito e que toca de forma fascinante, melancólica e poética no papel das memórias e do passado. Foi sem surpresas que nas minhas pesquisas pós visionamento descobri que foi escrito pela Marguerite Duras e ganhou prémios, foi inclusive nomeada para o Oscar de melhor argumento original. Os dois … Continuar a ler

Les Cousins – Os Primos [1959]

O melhor: A elegância clássica da imagem, desde a fotografia até aos cenários. Por falar em cenários, pode parecer estranho mencionar isto, mas gostei muito da casa do Paul, não da decoração, mas da forma como o filme usa o seu espaço e arquitectura. Acho que consigo fazer uma planta de todas as divisões e … Continuar a ler

Maratona La Nouvelle Vague

Se bem se recordam a Maratona Sci-Fi teve a ultima edição em 2018 e na altura prometi que iria abrir esse espaço para outro tipo de maratonas, como por exemplo focadas em realizadores, como já o fiz anteriormente com o Kubrick, Tarkovski e Lynch. Claro que caguei nisso e não fiz nada no ano passado … Continuar a ler