O que aprendi com a nova vaga francesa?

Se estão a ler isto, muito provavelmente estão a par do que se passou por aqui durante o mês de Maio. Ou então estão  ler isto em 2030 e vieram parar aqui por acaso. Se é esse o caso, ficam informados que em Maio de 2020, durante a crise do COVID-19, decidi fazer uma maratona … Continuar a ler

Pierrot Le Fou – Pedro, o Louco [1965]

O melhor: Jean-Paul Belmondo e Anna Karina têm uma óptima dinâmica e mostram porque são os ícones que são, atirando-se de cabeça e dando o máximo em todas as cenas, por mais ridículas e patetas que sejam, e há muitas. Todo o filme é tão surrealista, estranho e todas as personagens comportam-se duma forma tão … Continuar a ler

Vivre sa vie – Viver a Sua Vida [1962]

O melhor: A extraordinária presença e carisma de Anna Karina que brilha e enche todas as cenas. A composição da narrativa em 12 mini histórias de 10 minutos funciona muito bem, e ajuda a sua história a fluir duma forma muito mais natural do que se tivesse que o fazer linearmente. E a história em … Continuar a ler

Jules et Jim – Jules e Jim [1962]

O melhor: A realização é muito móvel, solta, criativa e fluída. Não sei se Truffaut tinha aqui um bom orçamento, mas pelo menos assim parece, porque o filme está carregado de cenas bem arrojadas, temos crane shots, temos imagens aéreas, tracking shots, câmeras portáteis em bicicletas e por aí fora. O trio de protagonistas são … Continuar a ler

Adieu Philippine [1962]

O melhor: A janela para a França dos anos 60, nem tanto Paris, mas sim a lindíssima Córsega e todo o ambiente de despreocupação das férias de verão. Depois de Cleo de 5 à 7, a guerra da Argélia, que muito influenciou o zeitgeist francês da altura, volta a ser uma das temáticas abordadas, e … Continuar a ler

Paris nous appartient [1961]

O melhor: Não sei bem do que estava à espera quando o escolhi, mas uma coisa é certa, não esperava um filme de mistério e investigação reminiscente dum Polanski dos tempos antigos. E ainda bem, porque a história é muito intrigante e envolvente, deixando sempre uma cativante migalha ao espectador para, tal como a protagonista, … Continuar a ler

Lola [1961]

O melhor: Anouk Aimee, numa clara homenagem a Marlene Dietrich em O Anjo Azul, é muito natural, carismática e fácil de se gostar. A estrutura da história, com as 3 diferentes linhas narrativas a cruzarem-se entre elas, está muito bem montada e dá ao filme um cativante ponto de interesse. A atmosfera da cidade costeira … Continuar a ler

L’Année dernière à Marienbad – O Último Ano em Marienbad [1961]

O melhor: Tem que ser a cinematografia, não é? Estaria a mentir de outra forma. Aliás, digo mais até, este é provavelmente o filme com fotografia a preto e branco mais bonito e com mais estilo que alguma vez vi. Há muito para gostar, desde a sua simetria e minimalismo, o ambiente etéreo de sonho, … Continuar a ler

A bout de souffle – O Acossado [1960]

O melhor: A sua rebeldia, coolness, modernidade e a fascinante e hipnótica admiração pelo trivial. A sua edição e os jump cuts são, claro, muito conhecidos e de facto tornam a experiência muito refrescante na forma como corta toda e qualquer palha e gordura na acção, pedindo ao espectador que seja cúmplice e faça as … Continuar a ler

Les Quatre Cents Coups – Os Quatrocentos Golpes [1959]

O melhor: O realismo nu e cru, praticamente documental, que consegue contar uma história rica centrada na vida e injustiças da pré-adolescência e o conflito entre a rebeldia e o autoritarismo, apenas com cenas realistas do dia a dia. A Paris dos aos 50 é mágica, mas não é a Paris luminosa e “glamourosa” da … Continuar a ler

Hiroshima mon amour – Hiroshima, Meu Amor [1959]

O melhor: O lindíssimo argumento, extremamente bem escrito e que toca de forma fascinante, melancólica e poética no papel das memórias e do passado. Foi sem surpresas que nas minhas pesquisas pós visionamento descobri que foi escrito pela Marguerite Duras e ganhou prémios, foi inclusive nomeada para o Oscar de melhor argumento original. Os dois … Continuar a ler

Les Cousins – Os Primos [1959]

O melhor: A elegância clássica da imagem, desde a fotografia até aos cenários. Por falar em cenários, pode parecer estranho mencionar isto, mas gostei muito da casa do Paul, não da decoração, mas da forma como o filme usa o seu espaço e arquitectura. Acho que consigo fazer uma planta de todas as divisões e … Continuar a ler

Maratona La Nouvelle Vague

Se bem se recordam a Maratona Sci-Fi teve a ultima edição em 2018 e na altura prometi que iria abrir esse espaço para outro tipo de maratonas, como por exemplo focadas em realizadores, como já o fiz anteriormente com o Kubrick, Tarkovski e Lynch. Claro que caguei nisso e não fiz nada no ano passado … Continuar a ler

La Jetée [1962]

Pois bem rapaziada, vamos dar inicio a mais uma Maratona Sci-Fi! A derradeira edição. Já falei, na apresentação da maratona, um pouco por alto o porquê de estar a terminar uma das tradições aqui do PixelHunt, mas assim sucintamente acho que a coisa já deu o que tinha a dar e quero dar espaço a … Continuar a ler

Alphaville [1965]

Depois duma pequena pausa estou de regresso à maratona Sci-fi 2012. Entramos na década de 60 com um filme que tinha algum receio de ver, sei bem ao que vou quando vejo um filme do Godard, os seus filmes não são propriamente os mais fáceis de digerir. Pois bem Alphaville não é um filme fácil, … Continuar a ler