• Maratona Terror 2019

  • Maratona La Nouvelle Vague

Doctor Zhivago – Doutor Jivago [1965]

O melhor: A espectacular cinematografia habitualmente presente nos épicos do David Lean. É enorme em escala, lindíssima, complexa na sua composição e ultra wide (2.66:1). Sempre gostei muito de estudar a revolução soviética, é uma temática que muito me fascina, portanto senti-me como peixe na água. Embora o filme seja crítico em relação à revolução … Continuar a ler

The Turning – Calafrio [2020]

O melhor: Os actores são competentes e fazem um bom trabalho com o que têm em mãos. A atmosfera da mansão é decente. O Pior: Mas que final foi aquele?! Não quero abrir muito o jogo, mas é dos finais mais inacreditáveis que já vi! Eu sei que é difícil contar uma história de forma … Continuar a ler

Dead Silence – Silêncio Mortal [2007]

O melhor: Embora não seja evidente, eu quero acreditar que o filme não se quer levar a sério, afinal de contas é sobre um boneco ventríloquo assassino, mas está tão minado de comédia involuntária que é impossível não largar umas valentes gargalhadas de tão ridículo, pateta e mal escrito que é. O Pior: Podia dizer … Continuar a ler

Gwent: The Witcher Card Game [2016]

O melhor: É free to play (e agora no Steam, só por isso é que o experimentei) mas nunca senti quaisquer desequilíbrios ou assimetrias para ter a necessidade de gastar qualquer tostão para me divertir. Extremamente viciante e um jogo perfeito para aquelas pequenas sessões para matar o tempo quando se está aborrecido ou à … Continuar a ler

Florence and Giles – A menina que não sabia ler de John Harding

2020 está a correr bem em termos de leitura hein? Há muito tempo que não lia com tanta frequência, bendita quarentena. Pois bem, este Florence and Giles foi-me recomendado pela minha namorada, sobre o qual já há bastante tempo que me vinha a falar bastante bem. É uma clássica história de terror gótico, portanto mesmo … Continuar a ler

A Plague Tale: Innocence [2019]

O melhor: O setting histórico da França medieval durante a Peste Negra é muito bom e pouco visto em videojogos. Os visuais, para um jogo mid-budget dum estúdio relativamente pequeno, são incríveis, abrilhantados pela existência dum modo de fotografia que hoje em dia deveria ser obrigatório em qualquer jogo. A Amicia e o Hugo são … Continuar a ler

Color Out of Space [2019]

O melhor: A fotografia e visuais são muito interessantes (curiosamente foi filmado em Sintra), e tem um tom que balanceia muito bem a ténue linha entre um registo mais sério e outro bem mais campy. O Pior: O filme pede que o espectador, à semelhança dos seus protagonistas, se sinta perdido no espaço e no … Continuar a ler

Knives Out – Todos São Suspeitos [2019]

O melhor: O elenco de luxo, cada um com uma personalidade bem vincada, mesmo que superficial e estereotipada, mas essa é uma faceta quase obrigatória neste sub-género. O espectacular Christopher Plummer, que com uns incríveis 90 anos continua a dar-nos prestações fabulosas, é dos poucos actores ultra veteranos que ainda consegue enganar o cansaço natural … Continuar a ler

The Lodge [2019]

O melhor: A atmosfera de isolamento e a representação do poder destrutivo do stress pós traumático causado pela religião que não é muitas vezes mostrado em cinema. Riley Keough está perfeita na forma contida como luta contra essa destruição. O Pior: O ritmo é demasiado inconstante e o argumento torna-se desnecessariamente convoluto e rebuscado na … Continuar a ler

O que aprendi com a nova vaga francesa?

Se estão a ler isto, muito provavelmente estão a par do que se passou por aqui durante o mês de Maio. Ou então estão  ler isto em 2030 e vieram parar aqui por acaso. Se é esse o caso, ficam informados que em Maio de 2020, durante a crise do COVID-19, decidi fazer uma maratona … Continuar a ler

Le Samouraï – O Ofício de Matar [1967]

O melhor: A forma como Alain Delon consegue transmitir tanta presença por detrás duma fachada quase robótica e praticamente sem diálogos. Embora Le Samouraï seja mais um dos exemplos da nova vaga francesa (Le Samouraï ainda se pode caracterizar de tal?) que demonstra o fascínio por géneros tipicamente americanos, ou popularizado por Hollywood, neste caso … Continuar a ler

Pierrot Le Fou – Pedro, o Louco [1965]

O melhor: Jean-Paul Belmondo e Anna Karina têm uma óptima dinâmica e mostram porque são os ícones que são, atirando-se de cabeça e dando o máximo em todas as cenas, por mais ridículas e patetas que sejam, e há muitas. Todo o filme é tão surrealista, estranho e todas as personagens comportam-se duma forma tão … Continuar a ler

Les Parapluies de Cherbourg – Os Chapéus de Chuva de Cherburgo [1964]

O melhor: O irresistível charme, o lindíssimo aspecto visual carregado de cor e a forma como o mesmo vai mudando a cada capitulo espelhando o estado de espírito dos protagonistas. Mas o melhor foi mesmo o gradual processo de descoberta que fui tendo ao longo do filme. Inicialmente achei curioso todos os paralelismos com o … Continuar a ler

Bande à Part – Bando à Parte [1964]

O melhor: Os três protagonistas são demais! Adorei a dinâmica entre eles e a forma como a sua imaturidade e infantilidade rompe tão facilmente por entre a falsa fachada de seriedade que eles tentam construir, como se fossem crianças a brincar aos adultos. A realização do Godard é extremamente fresca, cool e criativa, e oferece … Continuar a ler

Le Mepris – O Desprezo [1963]

O melhor: Gosto muito do visual a preto e branco, mas mentiria se não dissesse que o salto para cor (o primeiro filme desta maratona, se excluirmos a cena inicial de Cleo de 5 a 7) é impressionante e uma mais valia, especialmente com as paisagens de cortar a respiração em Capri e os jogos … Continuar a ler

Vivre sa vie – Viver a Sua Vida [1962]

O melhor: A extraordinária presença e carisma de Anna Karina que brilha e enche todas as cenas. A composição da narrativa em 12 mini histórias de 10 minutos funciona muito bem, e ajuda a sua história a fluir duma forma muito mais natural do que se tivesse que o fazer linearmente. E a história em … Continuar a ler

Jules et Jim – Jules e Jim [1962]

O melhor: A realização é muito móvel, solta, criativa e fluída. Não sei se Truffaut tinha aqui um bom orçamento, mas pelo menos assim parece, porque o filme está carregado de cenas bem arrojadas, temos crane shots, temos imagens aéreas, tracking shots, câmeras portáteis em bicicletas e por aí fora. O trio de protagonistas são … Continuar a ler

Adieu Philippine [1962]

O melhor: A janela para a França dos anos 60, nem tanto Paris, mas sim a lindíssima Córsega e todo o ambiente de despreocupação das férias de verão. Depois de Cleo de 5 à 7, a guerra da Argélia, que muito influenciou o zeitgeist francês da altura, volta a ser uma das temáticas abordadas, e … Continuar a ler

Cleo de 5 a 7 – Duas Horas na Vida de Uma Mulher [1962]

O melhor: A realização da Agnés Vardas é muito criativa e despretensiosa. Sempre fui muito fã de filmes em tempo real e aqui funciona especialmente bem, porque até o vemos dividido em capítulos, indicando precisamente o período de tempo que irá passar. Ok, não se traduz exactamente em 1:1, mas quase, o que acaba por … Continuar a ler

Sekiro: Shadows Die Twice [2019]

O melhor: Os lindíssimos visuais, o gameplay super refinado que responde minuciosamente aos nossos controlos e a exploração e level design que é sempre um dos maiores prazeres dos jogos da From Software. O combate embora seja difícil como a porra é quase sempre gratificante, mesmo que seja necessário mudar o chip dos Dark Souls, este … Continuar a ler

Paris nous appartient [1961]

O melhor: Não sei bem do que estava à espera quando o escolhi, mas uma coisa é certa, não esperava um filme de mistério e investigação reminiscente dum Polanski dos tempos antigos. E ainda bem, porque a história é muito intrigante e envolvente, deixando sempre uma cativante migalha ao espectador para, tal como a protagonista, … Continuar a ler

Lola [1961]

O melhor: Anouk Aimee, numa clara homenagem a Marlene Dietrich em O Anjo Azul, é muito natural, carismática e fácil de se gostar. A estrutura da história, com as 3 diferentes linhas narrativas a cruzarem-se entre elas, está muito bem montada e dá ao filme um cativante ponto de interesse. A atmosfera da cidade costeira … Continuar a ler

L’Année dernière à Marienbad – O Último Ano em Marienbad [1961]

O melhor: Tem que ser a cinematografia, não é? Estaria a mentir de outra forma. Aliás, digo mais até, este é provavelmente o filme com fotografia a preto e branco mais bonito e com mais estilo que alguma vez vi. Há muito para gostar, desde a sua simetria e minimalismo, o ambiente etéreo de sonho, … Continuar a ler

Tirez sur le Pianiste – Disparem Sobre o Pianista [1960]

O melhor: Charles Aznavour segura o filme com a sua prestação cheia de segurança, contenção e contemplação . Os elementos cómicos não deveriam funcionar, mas a verdade é que acabam por ser alguns dos melhores momentos do filme, em especial os dois gangsters que são ridículos e divertidos, e as brincadeiras visuais que o Truffaut … Continuar a ler

A bout de souffle – O Acossado [1960]

O melhor: A sua rebeldia, coolness, modernidade e a fascinante e hipnótica admiração pelo trivial. A sua edição e os jump cuts são, claro, muito conhecidos e de facto tornam a experiência muito refrescante na forma como corta toda e qualquer palha e gordura na acção, pedindo ao espectador que seja cúmplice e faça as … Continuar a ler